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Palestra emociona e motiva familiares da Apae

Na manhã de sábado (06) os pais e professores da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) participaram da Palestra “Tudo mudou e agora?” com o empresário Márcio Dal Cin, que contou a trajetória de vida e o que enfrentou aos 33 anos após um acidente de carro que o deixou tetraplégico. Hoje é empresário, palestrante e deixa uma grande lição de vida por onde passa.


Para o empresário Márcio Dal Cin (42) é sempre uma alegria poder contar um pouco da história. Segundo ele, ser diferente não significa que não pode fazer outras coisas. “A Apae mostra para essas pessoas que é possível viver de uma forma feliz, independente da limitação física, motora ou intelectual. Alguns pais me disseram que se viram em mim na história de luta, superação, inclusão e aprendizado”.


Dal Cin afirma que a partir do momento em que enxergam nele uma pessoa com dificuldade, mas que busca viver a vida de uma forma legal e que mesmo com uma limitação trabalha e tem vida social, buscam ver como exemplo a trajetória. “Uma mãe da Apae me disse que não tem problemas, mas que precisa mesmo mudar a forma como encara as coisas. Quero através do meu exemplo levar essa mensagem e ensinar que passado é passado e do futuro a gente não sabe o que vai ser, então é viver o aqui e o agora”, conta o empresário e destaca que é preciso levar a vida de uma forma alegre e bacana e perceber o quanto vale a pena.


De acordo com a diretora da Apae, Ana Paula Müller, a experiência de ouvir um depoimento de vida, principalmente em que a pessoa não nega em nenhum momento as frustrações e dificuldades que passou, mas como conseguiu se reinventar dentro da condição que está hoje, pode fazer um contraponto com a vida das famílias, que passam por dificuldades e muitas vezes se questionam o porquê aconteceu com elas e com seus filhos. “É importante que essas famílias saibam dar um passo à frente, enfrentem a dificuldade, busquem ajuda e se superem todos os dias. Tenho certeza que as famílias saem renovadas e motivadas de uma maneira muito diferente do que chegaram”.


Conforme a diretora, o objetivo da Apae é sempre acreditar nas pessoas que entram na instituição. “Temos obrigação e compromisso de acreditar naqueles que entram, seja para qualquer tipo de tratamento ou escolarização. Queremos que as famílias tenham esse olhar de acreditar no quanto seus filhos são capazes”.


Para a aposentada, Tânia dos Santos (70), mãe da usuária do Grupo de Convivência da Apae, Cíntia de 34 anos, a palestra foi maravilhosa e com certeza sairá do encontro buscando ser uma pessoa ainda melhor. Tânia cuidou da filha com síndrome de down durante toda a vida e na manhã de sábado passou pela experiência de ser cadeirante e não conseguir movimentar as mãos e pernas. “Não é nada bom, mas se fosse preciso, sei que enfrentaria. Agradeço a Apae por tudo sempre. Minha filha está na instituição desde que tinha três semanas de vida”.


Para ele tudo também mudou


Há um mês na Apae, o orientador social Diego Prietto se emocionou com o relato de Dal Cin. Na época do acidente de trabalho que o empresário enfrentou, quem deveria ser o motorista do carro, era o pai de Diego. “Um dia antes do acidente, meu pai tinha comentado que ele iria ter que fazer essa viagem para Tubarão como motorista e no outro dia estava no trabalho e escutei sobre o acidente no rádio. Liguei para meu pai algumas vezes e ele não atendeu. Fiquei com muito medo. Quando ele retornou, disse que outro rapaz teria o substituído e hoje pude conhecer a história de Márcio”.


Prietto sempre quis conhecer o homem que substituiu o pai. “Não sei se meu pai teria sobrevivido por tudo o que Márcio passou. Tiro meu chapéu para ele. Teve muita força de vontade. Lembro da emoção que senti ao escutar a voz do pai na época e hoje conhecer o cara que substituiu ele me emociona ainda mais. Muito bom ver que se recuperou e tudo o que evoluiu como ser humano e profissional. O parabenizo muito. Ele merece tudo de bom na vida”.


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