Apae Lajeado promove roda de conversa sobre Síndrome de Down
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Na manhã desta quarta-feira (18), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae Lajeado) realizou um momento especial de diálogo, informação e troca de experiências com a temática “Vamos conversar sobre Síndrome de Down?”. O encontro foi voltado às famílias atendidas pela instituição, proporcionando um espaço acolhedor para compartilhar conhecimentos, esclarecer dúvidas e fortalecer a inclusão.
A iniciativa buscou ampliar a compreensão sobre a Síndrome de Down, destacando a importância do respeito, da valorização das pessoas e do incentivo à autonomia desde a infância, lembrando o Dia Internacional da Síndrome de Down, que será comemorado no domingo, dia 21 de março.
A médica Sandra Cabral, convidada para conduzir a conversa, ressaltou a relevância de momentos como este para aproximar profissionais e famílias. Com experiência pessoal no tema, sua filha, Gabi, tem 44 anos, ela destaca a importância da troca de vivências. “Esse momento é importante porque permite sentar, conversar e tirar dúvidas. É uma oportunidade para as mães e pais trocarem experiências conosco, que somos profissionais. A Síndrome de Down não é uma doença, é uma condição, e isso precisa ser cada vez mais difundido, para que as pessoas possam conviver em sociedade e se desenvolver com tranquilidade”, afirma.
Sandra também enfatizou a importância da independência, respeitando as particularidades de cada pessoa. “O objetivo é que sejam independentes dentro das características de cada um. Informação e acolhimento fazem toda a diferença nesse processo.”
A diretora da Apae, Ana Paula Rech, explicou que a proposta foi justamente criar um ambiente mais próximo e acolhedor para os familiares. “Pensamos em algo mais particularizado, uma roda de conversa com cunho informativo e acolhedor, para que as famílias pudessem tirar dúvidas, compartilhar desejos e angústias em relação ao desenvolvimento e à vida dos seus filhos”, diz.
Segundo Ana, o convite foi estendido para famílias da escola, da clínica e dos grupos de convivência da instituição. “Sabemos das dificuldades de agenda, mas ficamos muito gratos pela presença das famílias que conseguiram participar. Foi um momento rico em informações, dicas e orientações que são importantes não só para crianças com Síndrome de Down, mas para todas.”
Ana Paula reforçou ainda a importância de promover autonomia e administrar expectativas. “Precisamos oportunizar, dar estrutura e não comparar as crianças. Também é fundamental que os pais saibam lidar com expectativas e frustrações, algo que faz parte da vida de qualquer família. Nosso objetivo é que essas crianças desenvolvam autonomia e independência, com o suporte necessário.”
Entre as participantes, Cledir de Azevedo, mãe da pequena Rafaela, de 2 anos e 10 meses, conta a experiência desde o nascimento da filha. “Desde o início a gente já sabia que ela era especial, ter Síndrome de Down para nós isso nunca mudou nada. Ela é tranquila, muito querida. Hoje nossa rotina é cheia de atendimentos, mas tudo é feito com muito amor”. Cledir confessa o significado da filha em sua vida: “Ela é o melhor presente que Deus me deu. É tudo para mim.”



































































































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